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Hospital Medical/Hapvida:Trabalhadores denunciam irregularidades e Sinsaúde exige resposta da administração

14/01/2022

Nos últimos meses, os trabalhadores do Hospital Medical, cansados com o descaso da gestão atual procuraram o Sinsaúde para denunciar diversas irregularidades no hospital, como atraso no depósito do vale-alimentação, recusa de atestados médicos de acompanhante e retirada do pagamento do adicional insalubridade.

 

Diante da situação, o Sinsaúde exige uma resposta da administração. Em reunião online, que aconteceu no dia 4 de janeiro, a diretoria do Sinsaúde expôs as irregularidades cometidas com a venda da Cooperativa Medical para o grupo Hapvida. Os profissionais contratados a partir de abril de 2020 foram registrados em nome da nova empresa e não são beneficiados com os direitos conquistados pelo Sindicato para a categoria, como o pagamento do adicional de insalubridade em grau máximo de 40% previsto na cláusula 17ª do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). “São profissionais que atuam no mesmo ambiente insalubre e devem receber o adicional”, argumenta Fernanda Wegner, diretora sindical.

 

 

Outro descumprimento no ACT é com relação ao vale- -alimentação do mês de dezembro, que foi depositado fora do prazo estipulado. A cláusula 13ª do ACT prevê o pagamento do benefício até o dia 20 de cada mês, porém a administração só depositou no início de janeiro. “A gestão do hospital está ciente do atraso que ocorreu. Exigimos o pagamento da multa de 30% do vale-alimentação conforme está no Acordo Coletivo”, frisa o presidente da subsede de Limeira, Leandro Barreto. O Sindicato também apresentou à empresa denúncia dos profissionais sobre a recusa dos atestados de acompanhante para filhos.

 

O artigo 473 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), determina apenas uma ausência sem prejuízo no salário mensal por ano para acompanhar o filho de até seis anos em consulta médica. “Nós argumentamos que nos tratamentos médicos da criança, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) prevê quantos dias forem necessários para atendimento dos filhos, desde que não tenha um responsável com quem deixar a criança”, esclarece Fernanda.

 

Diante das denúncias, o representante do Medical se comprometeu a levar as questões apontadas pelos diretores sindicais e tomar as devidas providências necessárias. O Sinsaúde aguarda resposta da gestão e seguirá monitorando e trabalhando para que a situação no hospital seja regularizada. “A categoria deve procurar o Sindicato para denunciar as irregularidades dentro do ambiente de trabalho. Não vamos permitir o desrespeito com os profissionais e contamos com a ajuda de vocês”, afirma a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues.

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