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Mais do que torcer, transformar

2010 tem sido movimentado. E não é porque a Copa do Mundo nos envolveu em jogos e torcida. Claro que isto contribuiu para a movimentação do País, assim como contribuirá para tornar mais ‘curto’ o ano, as eleições gerais para escolha do próximo presidente do Brasil, senadores, deputados federais, estaduais e governadores. Estas são ações que convidam os brasileiros para uma participação ativa, consciente e articulada. Se por um lado a Copa foi capaz de nos trazer momentos de diversão, as eleições, que vão acontecer em outubro, exigem uma postura mais politizada, pois define quem vai liderar os rumos políticos e econômicos do País nos próximos cinco anos.
 
E foi consciente do quanto é importante escolher quem vai dirigir a categoria da saúde nos próximos anos que os trabalhadores compareceram para votar nas eleições sindicais realizadas nos dias 28, 29 e 30 de  abril.
A nova diretoria não teve muito tempo para comemorações, pois desde março já negociava com os estabelecimentos de saúde a campanha salarial da categoria, visando o cumprimento da data-base que é junho.
 
Chegamos ao final do mês com cerca de 80% dos acordos coletivos assinados com as empresas, mas ainda sem assinar as Convenções Coletivas de Trabalho com os sindicatos patronais.
 
É um trabalho exaustivo que só se encerra com os acordos ou com o ajuizamento do dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho, o que significa um risco aos direitos conquistados nas últimas décadas. Isto porque as decisões dos Tribunais do Trabalho não têm sido em nenhum momento favoráveis aos trabalhadores, pelo contrário, os mesmos têm imposto perdas significativas aos trabalhadores.
 
Sobra, como sempre, a opção pela mobilização e participação ativa dos trabalhadores nas ações sindicais, único meio de evolução e garantia de direitos.  
 
Ignorar a importância desta atitude e o momento político que vivemos é negar a própria cidadania e os direitos e deveres advindos com ela.
 
Queremos encerrar esta campanha contabilizando mais um passo na evolução dos profissionais da saúde e cada um deve ser um agente ativo desta transformação.
 
Muitos outros desafios da vida sindical nos aguardam nos próximos meses, pois a luta por aumentos reais de salários, por garantia de saúde e segurança no trabalho e por outros benefícios pleiteados pela categoria não se encerram com a campanha salarial.
 
Vamos dar continuidade a este trabalho e queremos contar com a participação de cada trabalhador que muito pode contribuir para o sucesso destas batalhas que só lhe trazem vantagens.
 
Se conseguimos ser um exemplo de torcida para nosso País, devemos antes ser um agente ativo na luta pela continuidade do trabalho que visa construir uma nova história para a categoria da saúde.
 
Edison Laércio de Oliveira é presidente do Sinsaúde Campinas e Região e da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo 

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