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Histórias dignas de serem contadas

Na edição anterior da revista Em Cena falei, neste espaço, um pouco sobre a construção política desta entidade, o Sinsaúde Campinas e Região, que vive a plenitude dos seus 70 anos. Uma entidade longeva, se vista pelos anos acumulados e pela rica história que acumulou; e jovem, se observado o dinamismo emprestado aos diversos projetos que assume visando à evolução dos profissionais da saúde.
Para levar a bom termo suas propostas, o Sinsaúde sempre contou, ao longo dos anos, com uma estrutura de pessoal equivalente a uma média empresa brasileira: mais de 100 funcionários, além dos prestadores de serviço.
O maior crescimento da entidade foi verificado a partir de 1984, quando teve início a terceira fase na história da entidade. Foi quando, definitivamente, encerrou-se para a categoria da saúde uma era com forte presença do Estado. Representado pela ditadura militar, que dominou o País entre 1964 e 1985, o Estado exerceu forte pressão sobre as entidades sindicais brasileiras, que começaram a se debelar no fins dos anos 70, buscando uma atuação mais autêntica e sintonizada com os interesses dos seus representados.
A área da saúde demorou um pouco mais a enfrentar o domínio governamental, o que se explica pela dura legislação da época, que proibia qualquer manifestação ou greve em setores essenciais, onde a saúde estava incluída. Lutar contra as autoridades e leis vigentes exigiu da diretoria do Sinsaúde mais do que coragem. Capacidade de mobilização de mais de 30 mil trabalhadores e definição clara dos objetivos de luta, aliadas a uma boa estratégia, foram os ingredientes que possibilitaram mudanças profundas na história do Sinsaúde e, consequentemente, da sua categoria.
Mas nada disso teria sido possível se a entidade não tivesse contado com um importante apoio: a dos funcionários do próprio Sindicato. Deles vieram ideias novas, propostas arrojadas e um espírito guerreiro com o qual eram impulsionados às batalhas como se diretores sindicais fossem. Isso sem esquecer de assinalar que todos sempre se mantiveram e se mantêm nos dias atuais, ciosos de seus deveres diários.
E é por tudo isso que o Sinsaúde, de uma entidade que se comunicava com os trabalhadores por meio de um boletim no tamanho desta página, deu os saltos de qualidade necessários para estar sintonizado com o que há de mais moderno na área de comunicação.
Atualmente, para se comunicar com os estabelecimentos de saúde, com a sociedade e com a categoria que representa, a entidade conta com esta revista (Em Cena), o jornal Esparadrapo, o boletim Unidade & Ação, um portal na internet (www.sinsaude.org.br) e diversas publicações avulsas, como vídeos, campanhas multimídias, entre outras que garantem atualização diária das notícias de interesse do setor.
A comparação dá a dimensão exata do quanto a sintonia entre lideranças, estrutura sindical e trabalhadores é importante para se construir uma história digna de ser contada.

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