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Regulamentar a Emenda 29 deve ser prioridade do Senado

A frase acima, cujo autor desconheço, traz importante reflexão sobre o que seja liberdade. Seu mérito é de conseguir, em poucas palavras, mostrar o caminho de um comportamento digno e ético, seja em relação às instituições públicas, seja quando a referência são as relações sociais.
E, no Brasil de hoje essa reflexão vem bem a calhar. Resultado de décadas de ditadura, somos um país que precisa rever conceitos e preconceitos.
Se a impunidade vingou por muitos anos por meio de um sistema fechado, temos o mérito da democracia que traz à tona as mazelas dos maus políticos e, em muitos casos, faz a justiça exigida pela população.      
E é dessa forma que vimos, recentemente, deputados como José Dirceu, Roberto Jefferson, Valdemar da Costa Neto perderem seus mandatos por envolvimento no caso do ‘mensalão’ pago a deputados e formação de caixa 2 para a campanha presidencial.
Essa história está longe de terminar e muitos outros deputados encontram-se na fila de julgamento da comissão de ética da Câmara dos Deputados.
Também continua em debate o envolvimento que o presidente Lula teria em todo o imbróglio. O que ninguém acredita é que ele sequer tivesse conhecimento de tantas tramóias e maracutaias, muitas das quais executadas por salas e corredores dos próprios órgãos públicos.
Não vamos prejulgar ninguém e aguardar que o Congresso aja com espírito de justiça e ética. Entretanto, são episódios como esses que nos fazem refletir sobre a importância do ano de 2006 para os brasileiros.
Um ano em que teremos a realização da Copa do Mundo de futebol, que sempre é um destaque e uma promessa de muita emoção para toda a população. Prenúncio de alegria, torcida fanática por este mesmo país, que muitas vezes revela seu lado obscuro por meio de personalidades que se esqueceram a essência da palavra liberdade.
Pois não devem ser esquecidas, já que 2006 também é um ano de  eleições para escolha de um novo presidente da República, governadores de Estado, deputados estaduais e federais.
Uma bela oportunidade para se rever posições e analisar os candidatos que vão para o escrutínio, pleiteando a representação de um cargo público.
Conhecer a história de cada um é o primeiro passo para um voto consciente. Não estaremos isentos de erro agindo assim, mas sabemos que corremos um risco menor se exercermos nossa cidadania, procurando fazer o melhor, buscando acertar.
É atuando dessa forma que conseguiremos mudar, para melhor, a imagem que o Brasil expõe aos quatro ventos na atualidade. É votando na história de vida de cada candidato que poderemos eliminar da vida pública os desonestos e aproveitadores que pensam que o dinheiro público não tem dono e poder é uma propriedade  que possa ser manipulado ao bel-prazer de quem o usufrui.
É assim que fortaleceremos nossas instituições e mostraremos que queremos um país digno, um exemplo para nossos filhos. Exercer a melhor das liberdades, que é poder escolher sem influência de propaganda ou de brindes, certamente nos tornará cidadãos brasileiros mais orgulhosos da nossa terra.
Isso ainda nos preparará para, ao longo do ano, trabalhar pela implantação da NR-32, uma importante conquista da categoria da saúde.
Também nos tornará mais leves para torcermos, de cabeça erguida e com toda a alegria de que somos capazes de demonstrar, pelo nosso país num dos eventos de maior popularidade da área esportiva, a Copa do Mundo de futebol.

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