Campanha não encerra luta por direitos
Somos resultado das escolhas que fazemos. Escolho arriscar e ganhar, sabendo que também posso perder. Posso escolher ter medo ou coragem e posso me conformar e nada fazer ou posso arregaçar as mangas e lutar.
Como resultado posso ganhar, sair vitorioso e comemorar, mas também posso perder e ter de buscar forças para novas batalhas.
Felizmente para os trabalhadores da saúde - mais de 30 mil - representados pelo Sinsaúde, a força e disposição da diretoria reverteram para todos em resultados positivos.
Com espírito coragem e de luta, os diretores sindicais estão, desde o fim de março, mobilizados em prol da categoria.
São três meses de trabalho árduo visando o bem-estar dos profissionais da saúde que mais uma vez foram garantidos por meio de negociações diretas com os estabelecimentos de saúde e também com os sindicatos que representam as empresas do setor.
No total, a diretoria sindical se reuniu com mais de 160 estabelecimentos de saúde, além das reuniões e mesas redondas com os sindicatos patronais.
Na grande maioria dos hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios, os trabalhadores obtiveram resultados positivos. Isto significa, no mínimo, a garantia de reposição integral da inflação acumulada no período e a manutenção de direitos históricos da categoria. É o caso da jornada especial de trabalho, dos pisos salariais por função, da sobretaxa no adicional noturno e nas horas extras e também a manutenção das cestas básicas, importante complemento alimentar para a família do trabalhador.
Avançar, fazer com que os direitos desfrutados pela categoria evoluam depende de uma participação ativa e incondicional. Por incondicional leia-se a disposição para correr riscos, a disposição de optar com coragem por arregaçar as mangas e exigir melhores condições de vida e trabalho. O fim da Campanha Salarial não encerra a luta por mais direitos, ao contrário, além do dever de zelar pelos benefícios garantidos nos Acordos e Convenções Coletivas, os trabalhadores devem assumir a responsabilidade de assumir junto com o Sinsaúde a luta pela implantação integral da Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32). Ter a norma respeitada em todos os ambientes de saúde será um novo marco legal nos direitos trabalhistas na área. Se saúde não é dinheiro é, ao menos, a economia dele e um bem maior que deve ser preservado. E esperamos que o trabalhador da saúde faça a opção pela saúde e lute por ela.
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